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Archive for the ‘. Silogismos’ Category

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Você viu ele chegar; amigo de uma amiga, com aqueles olhos de quem quer te pegar e aquela cara de quem quer te enganar. Ué, você já sabe: se ele te quiser, é porque ele quer brincar com você. É sempre assim; afinal, homens são todos iguais. Eles chegam com topetes e sorrisos enormes prontos pro bote; você sempre cai. Você sempre se envolve demais, é intenso, escreve uma meia dúzia de poesias. Você faz planos, pensa nos presentes de dia dos namorados, ensaia um discurso pra apresentar ele pra sua mãe. Aí, num belo dia, ele te diz que você o assustou com todo esse seu jeito apaixonado, e termina com a frase clássica: “não estou pronto pra um relacionamento sério”. Fim.

Suas histórias de amor começam a ser mais entediantes e repetidas do que músicas da Taylor Swift – e é aí que você decide sair, badalar, dançar só um pouco, e beber um pouquinho mais. Suas amigas todas também estão solteiras, e a vida começa um ciclo que parece interminável – fim de semana vira sinônimo de sair, nem que seja pra tomar um café; balada vira uma segunda casa, e você perde a conta dos beijos; o coração continua lá, batendo, mas começa a endurecer. Primeiro pelas beiradas. Depois, quando você dá por si, se pega fazendo cara feia pra um casal que senta do seu lado no ônibus.

Mas vamos voltar pro primeiro parágrafo; você viu ele chegar. Lindo, é impossível negar. Com aqueles olhos de quem quer te pegar e aquela cara de quem quer te enganar. Você logo pensa: não vou ter nenhuma chance. Você se boicota. Você dá o primeiro passo pra nuvem escura e pesada do bloqueio emocional se instalar na sua cabeça e te fazer culpar o mundo todo pela sua solteirice, menos você mesmo. Você decide que só por ele ser insuportavelmente maravilhoso ele não pode te querer; porque você é isso demais, e aquilo de menos. Porque todos os caras da sua vida, menos bonitos do que ele, cagaram mil e uma merdas no seu coração, e te fizeram acreditar que o amor é uma lenda 

de um folclore distante e antigo. Porque você agrupou todos os homens do planeta numa caixinha, generalizando todos como se fossem um único monstro devorador de cartas românticas. Porque você decidiu, na sua cabeça, de uma vez por todas, que histórias de amor, simplesmente, não eram pra você. Elas podem ser pra livros, filmes, ou até para aquela amiga que namora o mesmo cara há seis anos; mas não pra você. O amor não te escolheu, mesmo quando você escolheu ele – o amor decidiu que você nasceu pra dar conselhos, e não viver.

O menino te cumprimenta, puxa assunto. Você percebe, uns vinte minutos depois, que além de lindo, ele é inteligente. Partidão. Melhor genro que sua mãe poderia cogitar. Ah, mas não. Se ele é tudo isso, é porque deve ser ruim de cama. Deve ter pau pequeno. Deve ter traído todos os ex-namorados. Deve ser um babaca. Deve tratar mal o garçom. Deve querer só uma noite e nada mais.

Mas e se ele, por algum motivo, apenas quisesse você?

Não, isso nunca ia acontecer. Isso não pode acontecer; porque, afinal, eu nem preciso do amor, poxa. Tô aqui esse tempo todo sozinho, e tá tudo bem. Não é possível ele achar alguma graça no meu sorriso bobo ou nas minhas covinhas tortas.

Só que ele resolve pedir seu telefone, e vocês começam a conversar. Você finge ser uma pessoa normal, enquanto a cada mensagem sente o coração disparar e a mente gritar em resposta – vocês não tem nada a ver! Nada!

Então começa a fase dos motivos; você decide elencar os porquês de não gostar dele – quando, simplesmente, é óbvio notar que ele é o cara da sua vida.

A primeira tentativa é a hora de colocar a culpa nos signos; não me diga que você realmente nunca nem cogitou a hipótese de que talvez a culpa da sua falta de interesse fosse do seu ascendente em Áries ou do seu Vênus em Capricórnio – porque é sempre assim: a gente transforma nossos bloqueios todos em motivos sem pé nem cabeça pra não se entregar logo.

O problema é que você descobre que ele é de Peixes, e você de Virgem. Ferrou. Signos opostos, casal perfeito.

Hora de partir pra próxima – ah, vocês não combinam visualmente. Sim, isso mesmo: alguma coisa na sua cabeça te diz que vocês não têm nada a ver como casal; vocês não combinam. Seus braços são desproporcionais à cabeça dele e o cabelo dele é jogado pra trás demais – você deveria namorar alguém mais alto. Mais gordinho. Mais qualquer-outro-adjetivo.

Você, aliás, nem deveria namorar – porque o bloqueio nos faz acreditar que, além de namoro não ser pra gente, ele também só dá dor de cabeça.

Nosso bloqueio vive nos mostrando apenas um lado da vida – o lado em que nossa independência domina, e nos deixa fazer o que quisermos na hora que quisermos. E é então que o namoro ganha essa cara de prisão – quando, na verdade, o amor é muito mais compartilhamento.

Bloqueios emocionais nos fazem esquecer de uma coisa vital: o namoro vai acontecer não quando você precisa, mas quando você quer. Você se sente bem, completo, feliz e realizado – mas, aparentemente, dentro desse mundo onde tudo está perfeito, se ele estivesse ao seu lado, as coisas estariam melhores; muito melhores.

Se aquele menino te chamar pra sair, é sempre melhor pensar duas vezes.

Pode ser que suas histórias de amor tenham durado menos do que aqueles noventa minutos. Pode ser que elas tenham se repetido algumas vezes. Pode ser que elas nunca nem ao menos tenham existido.

Mas quem foi que disse que histórias de amor, uma hora, não surpreendem?

Então, deixa. Aceita logo que aquela coisa mais linda do mundo, com aqueles olhos gigantes e o coração maior ainda, gosta de você. De verdade. Deixa ele dizer que você é lindo, inteligente e tudo que ele sempre procurou. Deixa ele te chamar pra sair, perguntar sobre o seu dia, te fazer café da manhã. Deixa ele te querer em paz.

Porque – sim! – você é uma pessoa capaz de ser desejada, querida e esperada – bingo. Também é possível você se apaixonar por alguém que também gosta de você. Uau! Já pensou que pode ser que a sua hora tenha chegado, e você tenha deixado ela ir embora por medo?

Medo de quebrar a cara. Medo de outro refrão da Taylor Swift. Medo dele gostar de você.

É sério. Fazer papel de trouxa não é gostar demais; e não deixar gostar. É se tornar uma pessoa cheia de manias e noias, sem querer que te reguem porque você tem medo de desabrochar; e já dizia Clarice – logo chega a hora de transbordar.

Se você tem vergonha de amar em excesso, é porque você nunca amou de verdade.

Se for pra quebrar a cara no fim, vamos quebrar. Se espatifar é essencial pra poder se reconstruir – e o término também amadurece, também solidifica, também faz a gente se amar mais.

Então, quando ele entrar por aquela porta e as borboletas do seu estômago simplesmente começarem a querer fugir, repense – é muito melhor chorar por viver uma história do que perder a oportunidade de escrever o seu livro.

Se ame. Se ame mesmo. Pra caralho. De verdade. Se ame, mas não se boicote – é possível viver um relacionamento com independência, liberdade e maturidade. É possível o amor acontecer. Até pra você. Palpite.

(Martha Medeiros)

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Carta sem resposta.

Começamos isso faz mais ou menos um mês, mas parece que já temos uma vida inteira juntos. É engraçado como o destino ou a vida, seja lá o que queira denominar, nos prega peças e nos faz parar tudo o que estamos fazendo para pensar em como coisas assim pode acontecer.

Como bem disse a Roberta Sá em uma de suas canções, “eu tava aqui na minha e você foi aparecer derramando estrelas sobre a minha solidão” e eu percebo que não sou tão forte e tão blindada quanto acreditava ser. Você chegou, ou melhor, voltou após anos, invadindo novamente a minha vida e rotina programada, me fazendo perder o chão por alguns segundos e respirar cada vez mais fora do compasso. Você volta à minha vida me fazendo sorrir das minhas próprias frases de efeito, da minha forma de falar com as mãos, do modo com que eu prendo o cabelo e mordo involuntariamente os lábios e o canto da unha. Você volta me fazendo mil e um questionamentos sobre meus segredos mais obscuros que, talvez , eu tenha até escondido de mim mesma. Você volta com a promessa de não me fazer desistir, mais uma vez, de nós.

Como já justifiquei, me afastei de você porque, de fato, não acredito que eu seja uma princesa dos contos de fadas que estão destinadas a ter um final feliz. Claro, pode até aparentar ser um discurso clichê que a Martha Medeiros condenaria, mas eu não posso evitar, isso é o que eu realmente penso. Além disso, você tem três tatuagens enormes, torce para o Corinthians e não acredita em minhas crenças e superstições o que, automaticamente, seriam grandes problemas com a minha família. Sim, levo muito à sério o que eles pensam, muito embora eles não acreditem nisso… Mas apesar das péssimas escolhas, você me faz querer ter uma casa, um dálmata e filhos.

Eu sei que às vezes ou quase sempre exagero nas interpretações, paciência curta e respostas grossas. Sei que eu procuro problemas onde não tem. Sei que você sente que só você faz por nós e eu apenas assisto o seu esforço deitada no sofá. Sei que tudo isso está se tornando insustentável. Sei que a qualquer momento, mais uma vez, isso chegará ao fim. Sei que a culpa será minha e que irei lamentar profundamente… Não gostaria de passar pelo adeus, mais uma vez…

Eu sei que é difícil acreditar, mas eu não queria que deixássemos de ser nós.

E eu falei, falei, falei e falei e não te deixei falar… Não me olha com essa cara de quem não está entendendo o que eu estou querendo dizer. Não, eu não sei explicar as coisas de maneira mais claras. Fale você, de uma vez e acabe com essa tortura dentro de mim. Ponha um fim nesse dilema e me diga logo se vai ou se fica; se desiste ou tenta; se me ignora ou me suporta… só não deixe existir esse silêncio absurdo entre nós.

Tá, vamos fazer assim: pare, pense e só fale um sim ou um não. Se não quiser falar, me escreva… só não me deixe falando só e sem resposta. Fico aqui com a Roberta Sá, exatamente no trecho “Nem sei se eu quero pensar mais nada, nada… Tudo que eu tinha larguei pelo chão de uma outra estrada…”.

Beijos e até o seu tempo.

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Sim, você jamais receberá esta carta. Jamais saberá que escrevi pra você. Jamais. É que pra mim, é tudo bem mais fácil dessa maneira. Eu preciso me esconder atras de um codinome e das linhas que rapidamente digito na sala fria do escritório, no horário que supostamente estaria almoçando. Estou aqui, parada, olhando fixamente para a tela do computador, escrevendo e, ao mesmo tempo, pensando em quando foi que tudo isso começou. Cara, não sei nem se começou…

Estávamos ao telefone agorinha e você usou três minutos dessa ligação para me mostrar uma música linda, cheia de sentimentos e com algumas estrofes bem características. Claro que adorei! No meu íntimo, desejei que aquela música tivesse sido feita pra mim. Perguntei a você de quem era aquela música que jamais havia sido tocada na Jovem Pan. Você, prontamente, me respondeu que eu jamais ouviria nas rádios porque a música era uma carta de algum sentimento quase que equiparado ao amor. Larguei um enorme ‘hmmmmmm’ e questionei quem teria feito essa desgraça com você. Você sorriu e disse “Você, menina!”. (Silêncio!!) Não tive reação, não sabia o que dizer nem o que eu fiz para merecer isso tudo em… duas semanas? Não sabia mesmo. E, para não perder o costume de ser a coração gelado, a grossa e insensível perante qualquer possibilidade de um romance fluir, eu (bem séria) questionei mais uma vez para quem foi a musa inspiradora. Você, gentilmente, Don Juan, respondeu “Acredite, você que me inspira. Que não sai da minha cabeça desde o nosso último domingo…” “Domingo? Que domingo? Aquele domingo desgraçado que o meu Flamengo perdeu feio para o Vasco? O seu vasco, por sinal?” – indaguei revoltada. Claro, óbvio que a revolta era um meio que eu estava procurando para tentar mudar o foco do assunto. Eu não queria me derreter aqui, agora e assim. Não vale, jogo sujo!! Só que, mais uma vez, você foi um príncipe, sorriu e disse que era sim “aquele domingo”. O domingo que você teve a certeza que estava apaixonado pela Julieta dos tempos modernos. Afinal, um amor entre Vascaínos e Flamenguistas é uma agressão às divindades do Futebol. Eu, mais uma vez, me calei… meu coração quase saiu pela boca e a respiração ficou fora do meu controle. Por que eu fiz a bendita pergunta? Por que tinha que ser assim, agora? Por que eu?

Calma, não se assuste tanto… eu tô nervosa, eu sei. Eu não gosto de perder o chão e também da hipótese de me apaixonar ou me envolver com alguém. Eu já provei disso e não quero sentir os sintomas colaterais que o romance causa. Não quero mais acabar, chorar, sofrer, roer unhas, evitar olhar em seus olhos no dia do fim. Sim, sim, sim, eu sei que nem começamos ainda, mas eu já sei que eu não fui feita para viver finais felizes como a minha ídola Cinderela. Talvez eu tenha sido esquecida pela fada madrinha.

Sabe, eu acho que até sinto algo por você. Não sei definir. Mas… pra mim, é difícil dizer que adorei e sempre quis que alguém se declarasse assim, dessa forma. Talvez eu tenha imaginado um outro amor fazendo isso pra mim, cantando samba ou as músicas do Leoni ou do meu lindo e amado Chico Buarque. Talvez não, eu já sonhei com isso…

Como eu não sabia o que te dizer, respondi que tinha que sair para almoçar e desligar o telefone porque ia entrar num elevador. Desliguei sem nem te ouvir. E por esta carta, é notório que eu ainda estou atordoada. Ainda não sei o que fazer, o que dizer ou como te responder. Mas acredito que não estou pronta para o amor ou qualquer sentimento próximo a ele. Aprendi a não criar expectativas e que temos nosso próprio tempo de cura e de dá o próximo passo. Você me faz bem, me faz sorrir, apesar do péssimo gosto para time, é um cara legal, canta e toca perfeitamente. Mas, por enquanto, eu prefiro não admitir que você mexeu comigo. Como jamais entregarei esta carta a você, jamais saberá que eu adorei essa música bem “Los Hermanos” para dizer que o que eu significo pra você. Talvez um dia, quando eu amadurecer e me abrir para novos romances, eu possa fazer uma música linda para você em sinal de retribuição ou apenas te dar um abraço e dizer que jamais esquecei esse gesto (de fato, não esquecerei).

Hoje é o dia de Santa Teresinha e eu fui à igreja durante a novena. Dizem que se você ganhar uma rosa no dia, algo irá acontecer. Eu acabo de ganhar uma rosa. Quem sabe, até o final do dia, meu coração seja tocado de tal forma que eu desista dessa ideia surreal de evitar qualquer chance para o amor fluir. Quem sabe…

Agora confesso que vou colocar o fone e terminar meus prazos ouvindo sua voz, seu violão e a minha canção sem nome. Tá aí: Canção sem nome!

Até a próxima ligação. De qualquer modo, eu gosto de você.

(Respira fundo e vai!)

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Por Marla de Queiroz

Esse é um dos textos que ficam em minha coleção de “Aquilo que eu queria ter escrito”. Lindo, simples e com cheirinho de alfazema…
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“E eu tenho esta vida que é toda minha. Absolutamente sob minha responsabilidade. E quando eu erro, às vezes, acabo acertando. Às vezes, termino arrependida. Mas eu tento, sempre tento. E avanço mesmo quando isto significa dar uma pausa e esperar. O tempo certo é o tempo do tempo mesmo. O que é melhor nem sempre é o que se anseia avidamente. Felicidade é uma bestagem dessas: matar saudade, matar a fome com aquilo que se tem vontade, perder o medo, conquistar um amigo, encontrar um amor, mas estar totalmente inteiro no lugar que se escolheu. E querer bem: a si, ao Outro, ao Mundo… Um bem-querer que inunda tudo. E sossegar nossas paixões para, quando tivermos de lançar mão delas, nos mover com voracidade em direção àquilo que se quer, porque é justo e merecido.
E sempre recebo uma boa notícia: um bocado de alegria inusitada que só poderia ser minha porque eu tenho esta vida onde eu vivo inteira. Esta é minha riqueza. E quem cuida dela sou eu: me estabaco, me iludo, me machuco, erro, acerto, amo demasiado, tenho ímpetos de fúria, fomes de solitude, vontades insaciáveis de mato, água doce e salgada, sol e chuva. Eu tenho apetite de sonhos novos. E escrevo, escrevo, escrevo sobre a dor ou sobre a saudade, mas sempre tentando viver e imprimir nas palavras, afeto, esperança, sobriedade.
Eu vivo em pleno estado de GRATIDÃO.
Desejo boas notícias.”
Por Marla de Queiroz

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Oi Outubro!

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Juro que tínhamos tudo para dar certo. Combinação astral, sintonia, forma de pensar, gosto musical e não pisamos no pé um do outro enquanto dançávamos. Fomos nos conhecendo e nos envolvendo rápido demais. Abrimos nossos corações, contamos segredos, desafiamos nossos limites, discutimos sobre elos, vidas e supostos destinos que, segundo você, já estavam traçados há muito tempo, nós que fizemos questão de desviar. Mas quer saber? Sempre soube que,no fundo, nada disso seria possível. Há anos sonhamos com amores e encontros iguais aos dos filmes, mas aqui, na vida real, há mais coisas entre o céu e a terra que a gente imagina.

Ficamos horas conversando na madrugada, andamos na areia da praia no final da tarde e durante a manhã de uma segunda-feira de férias; prometemos ir ao Maraca na última rodada do Brasileirão; fizemos juras por chocolates com os dedos entrelaçados e beijinhos no final; colocamos o nome em nossos filhos, juntando nossos nomes (ficou ridículo, claro!); fizemos brindes com cervejas no início da festa e com água mineral para curar a ressaca; dormimos abraçados e contamos carneirinhos de olhos fechados… eu sei, parecida que eu envelheceria ao seu lado e que definitivamente você tinha sido feito pra mim e vice e versa. Mas não! Não mesmo! Embora eu até tenha insistido em insistir, no fundo eu sabia que tinha algo errado… mas dessa vez, era comigo.

Cara, eu passei a minha vida inteira esperado por você: o cara que abriu a porta do carro para eu entrar sem segundas intenções, você me fez sorrir, nós temos grandes e lindos amigos em comum, mas por sermos exatamente iguais, não deu certo. Talvez a gente tenha deixado nosso ego gritar e esquecemos de ouvir mais o coração. Ou talvez, a vontade de que tudo isso desse certo tenha sufocado um pouco a nossa oportunidade em divergir e crescermos juntos nas dificuldades. Ou talvez a minha hora ainda não tenha chegado e eu, ainda, não seja madura o suficiente para entrar em um relacionamento de verdade.

Você é tudo o que eu procurava; você é o cara certo, pena que o meu relógio ainda esteja atrasado. Sinto muito por não consegui te acompanhar. Sinto muito por ter achado que seríamos duas metades que se completam. Sinto muito por ainda sentir muito medo de tentar ser feliz com alguém assim tão próximo. Sinto muito por meus carmas e insegurança. Sinto muito por não ser, agora, inteira. E é justamente por sentir demais que eu te escrevo.

Eu acredito em vidas e laços que não morrem e você acredita em destino. Então, usando a sua lógica, se for o meu destino ter você por inteiro e ser inteiramente sua e construir uma vida inteira ao seu lado, em breve nos encontraremos pelas estradas “nesse mundão de meu Deus”.

Agora, há duas placas em nossa frente: “PARE” ou “SIGA”. A nossa escolha ficará por conta do coração. Feche os olhos, respire fundo e decida. Soltarei sua mão e partirei só. Agora, só a minha companhia já basta. Saudades? Claro!! Sempre!! Mas, aqui entre nós, eu sei (e você também sabe) que isso não é um adeus.

Até…!

Att.: A menina certa.

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“Eu quero alguém que tenha coragem. E saiba amar coisas simples e mulheres loucas.”

Fernanda Mello

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